Diretora Helena Hokamura concedeu entrevista à Rádio UENF nesta quarta-feira

Helena Hokamura e Giu de Souza

Prestes a completar 20 anos de atividade — o que ocorre em 27/07/26 — o Hospital Veterinário Sadi Bogado, da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (HospVet/UENF), se estabeleceu como uma referência na região Norte Fluminense. O hospital escola recebe por dia uma demanda de aproximadamente 50 animais, considerando apenas os animais de pequeno porte, como cães e gatos. Em 2025 a UENF foi a primeira instituição do Brasil a adquirir um equipamento de ponta, denominado DDR, de radiologia digital dinâmica, para radiologia em movimento e diagnóstico por imagem, que resultará em protocolos científicos com novas técnicas e processos. Recentemente também o HospVet/UENF teve aprovado na Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) um projeto em edital para ampliação da estrutura física do hospital escola, como do ambulatório e da sala cirúrgica, que irão aumentar a oferta de serviços.

O HospVet/UENF é um hospital escola, que tem um papel no ensino, pesquisa e extensão da Universidade. Também é grande sua relevância para o desenvolvimento científico dos estudantes de Medicina Veterinária da UENF, bem como sua responsabilidade social com a comunidade externa, que é atendida em suas demandas com excelência, humanidade e dinamismo. Estes e outros assuntos foram abordados nesta quarta-feira, 18/03/26, quando a diretora do HospVet/UENF, professora Helena Hokamura, participou do quadro Bom Dia UENF Entrevista, apresentado pelo jornalista Giu de Souza na Rádio UENF 87.1 FM. Na oportunidade a diretora do HospVet/UENF conclamou a sociedade a uma conscientização pelo não abandono de animais.

– Precisamos diminuir o contingente de abandonos de animais. Todas as instituições que têm hospital veterinário passam por este problema, que não é só da cidade de Campos, é um problema nacional crônico. Quando a pessoa vai adotar um animal, o primeiro passo quando se fala em animais para companhia é refletir se vai ter condições de manter este animal. Um animal de estimação é um membro da família. E não é só cão e gato que sofre abandono. Animais de tração que chegam ao fim da vida também. Envolve várias espécies, como animais exóticos, como uma iguana, que quando cresce, se reproduz e tem impacto ambiental, põe toda uma fauna em risco. Abandono não é a solução. Nossas portas estão abertas ao público para esta orientação de saúde animal com conhecimento científico – afirmou.

Para Helena é preciso estabelecer políticas públicas e sensibilizar o poder público para que o médico veterinário esteja nos programas Estratégia Saúde da Família (ESF).

– Há cerca de 10 anos, por recomendação da OMS (Organização Mundial de Saúde), foi estabelecida a saúde única. Todos habitamos a mesma casa e devemos cuidar da saúde desta casa, que tem características ambientais, como água, mata, e a casa precisa ser cuidada. Temos de trazer esta concepção à consciência. As famílias estão dentro de casa acolhendo alguns animais. E o veterinário também tem um papel, afinal é um profissional que vai ajudar a trazer bem-estar e a melhoria da qualidade de vida da população, para além da melhoria da qualidade de vida dos pets e outras espécies. O veterinário pode interromper alguns ciclos de saúde e doença, realizar uma educação sanitária – considerou.

Ainda segundo a diretora do HospVet/UENF, para 2026 estão previstas novidades, como a implantação do prontuário eletrônico, que vai permitir um atendimento remoto via celular, interligado e controlado, que será implantado com recursos do edital do Programa de Apoio à Pesquisa, Inovação e Cultura (PAPIC) DATA+.

– Além dos atendimentos clínicos e cirúrgicos, o HospVet UENF também desenvolve um trabalho de bastidores na parte laboratorial, com exames complementares e pesquisas de doenças transmissíveis, controles epidemiológicos e acompanhamento de doenças no estado, no país e internacionalmente – informou.

Helena orientou quanto aos procedimentos para atendimento no HospVet/UENF.

– Primeiro, o responsável legal pelo animal deve ser maior de idade. Ao chegar ao HospVet UENF, o responsável legal e o animal são acolhidos por uma equipe técnica, o animal passa por uma triagem e, após uma primeira análise, é verificado o grau de urgência para o atendimento em um segundo setor. Animais de grande porte, como pit bulls, têm a obrigação legal da posse responsável e precisam de mordaça para atendimento – destacou.

HospVet/UENF

Os serviços de atendimentos clínicos e cirúrgicos no HospVet/UENF podem ser agendados pelos telefones 2739-7313 e 99214-5479. O atendimento é de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 14h às 18h, podendo sofrer alterações segundo o calendário acadêmico e de atividades do programa de pós-graduação – residência em Medicina Veterinária. É necessário que os pacientes acompanhados de seus proprietários cheguem até 11h no período da manhã e até 17h no período da tarde.

O quadro Bom Dia UENF Entrevista vai ao ar às segundas, quartas e sextas-feiras, das 11 às 12h. O programa Bom Dia UENF é irradiado de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h. A Rádio UENF pode ser ouvida na frequência 87.1 FM, na internet (https://radio.uenf.br/), ou pelo aplicativo para Android (https://play.google.com/store/apps/details?id=hoostcomv2.oawghldq). A Rádio UENF é a primeira rádio pública do interior do estado do Rio de Janeiro, uma emissora oficial da Rede Nacional de Comunicação Pública, gerida pela Empresa Brasil de Comunicação. Siga a Rádio UENF no Instagram.

(Jornalista: Wesley Machado – Foto: João Felix / ASCOM UENF)

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